A BASE móvel é uma estrutura flexível que objetiva proporcionar encontros, conversas e estudos. A primeira edição da BASE móvel aconteceu no interior do Ceará, com o projeto Artistas e suas formas de organização.
Sua segunda edição – uma poltrona namoradeira que acolhe uma biblioteca – pode ser utilizada até 1º de junho, na exposição Campo Coletivo, no Centro Universitário Maria Antonia. A BASE móvel do Arte e esfera pública foi desenhada em colaboração com o grupo Risco e abriga debates, oficinas e três projetos:
O Arquivo de emergência existe desde 2005 e agrega material documental sobre “eventos de ruptura” da arte brasileira desde 1998, construindo uma história da arte específica.
Desde 2001 Graziela Kunsch abre sua biblioteca pessoal para uso público e leva partes desta biblioteca para exposições. Desta vez foram escolhidas obras sobre esfera pública, arte site-specific, produção de públicos/ contrapúblicos, práticas urbanas e práticas discursivas. Além de disponibilizar seus livros a artista trabalhou com a Biblioteca Ricardo Rosas, doada ao Centro Cultural no ano passado. André Mesquita, atual editor do Rizoma, projeto fundado por Ricardo, foi convidado para colaborar na seleção de livros.
A idéia do Café Educativo surgiu em 2006, quando Jorge Menna Barreto coordenava o Grupo de Educação Colaborativa do Paço das Artes. Neste espaço relacional o visitante poderia tomar um café, ler um livro e acessar o material disponibilizado, como publicações e vídeos. O atendente-educador do Café, além de garçom, estaria preparado para conversar sobre a exposição em cartaz, dependendo da disponibilidade do cliente-espectador. O ambiente acolhedor serviria como um momento de desaceleração e digestão da exposição, ou mesmo como um aquecimento-aperitivo. Como projeto irrealizado no Paço, o Café Educativo ganha autonomia e se espacializa pela primeira vez ligado à BASE móvel do Arte e esfera pública.
Horário de funcionamento do arquivo e da biblioteca:
terça, quinta e sexta 17h-20h
quarta 10h-13h
sábado e domingo 14h-17h
Mediadoras: Fabíola Salles e Maíra Vaz Valente
História da BASE móvel
Entre 2002 e 2004 a Transição Listrada (Renan Costa Lima, Rodrigo Costa Lima e Vitor Cesar) acolheu pessoas, exposições e debates na BASE, a casa do grupo, em Fortaleza. Aos poucos o grupo foi percebendo que seu lugar não era simplesmente a casa, mas seus encontros com outros artistas, com diferentes públicos e as conversas que derivavam desses encontros. Fecharam a casa, fundaram a BASE móvel e realizaram uma série de oficinas no interior do estado do Ceará, levando em uma maleta que se transformava em mesa e cadeiras todo o material que fora coletado nos dois anos de existência da BASE – uma pequena biblioteca, fotografias e vídeos –, disponibilizando-os para consulta.
Hoje a BASE móvel é ativada por Enrico Rocha, Graziela Kunsch e Vitor Cesar. Além da BASE móvel do projeto Arte e esfera pública, entre final de março e final de maio de 2008 outra BASE estará montada na exposição Campo Coletivo, no Centro Universitário Maria Antonia.
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